segunda-feira, 31 de março de 2014

Você, eu.

Seu corpo, meus sentidos.
Sua curiosidade, meu essencial.
Seu rosto, meu espelho.
Você, eu.

Paixão carnal, animal ?
Até que não seria mal,
mas afagos loucos seus,
me sucumbiriam e pronto.

Amor platônico, espiritual ?
Esse não é o ideal.
Quero um pouco mais
do que um sentimento fraternal.

Qual ?
Um amor plato-passional,
com carinhos sutis,
prometendo levemente

o tão sonhado amor ideal.

domingo, 30 de março de 2014

Sem você sou um babaca
Que só conversa babado
Para mim você é basilar
Venha cá, minha bacana
Transforma-me num batuta

Sem você sou um bacamarte
Que só faz baboseiras
Para mim você é beatitude
Venha cá, minha bem-amada
Transforma-me num bem-aventurado

Não quero frequentar baiucas
Nem relacionar com bacantes
Que me deixam com balanite
Venha, tire-me das bas-fonds

Sem você minha vida é uma bruma
Sem você tudo é bulhufas
Venha, dê um sentido a esse borocoxô
Transforma-me num bem-amado


sábado, 29 de março de 2014

Tanto faz se surges de um pórtico
Tanto fez se surges de uma portinhola
O que vale sãos as porventuras
Não precisa fazer poses
Os seus predicados já preexistem
E já me fazem do seu amor partidário
Sem você tudo é periclitante
Sem você tudo é perfunctório
Você nasceu para ser perquirida
E não para perlustrada
Você é uma panaceia
Por você deixei de ser plangente
E passei a ser percuciente
Passionalmente ou platonicamente
Meu amor será perpétuo
Te amo, minha preeminência

sexta-feira, 28 de março de 2014

Concreto

Amor é meu tijolo,
Paixão é meu cimento.
Se não for para morar numa casa assim,
Prefiro morar no relento.

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Coração calado

Coração calado
Sufocado
Aceitando as regras
Cansei
Declarei
Se for crime te amar
Pequei, pecarei

Para sempre fora da lei

quinta-feira, 27 de março de 2014

Tranqüilizante

Um dia, zé....pam!
Esqueceram de me dar o remédio.
Foi massa, cara.
Vivi a ilusão perdida,
Dei os beijos negados,
Soltei os gritos contidos.
Quem sabe de novo um dia, zé...pam!
Do remédio eles tornem a esquecer
E de novo eu volte a viver.

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Falsa impressão

A leitoa com a maçã na boca
parece que acha graça, assada,
Desgraçada.

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quarta-feira, 26 de março de 2014

Saudade vai me matar


Você teve que viajar
Com a família noutro país morar
Eu, sem dinheiro, sem posses
Não podia não deixar
Você esperneou, família não considerou
Disseram que sou um homem sem futuro
Erraram
Sem você no presente
Só sou o futuro
O futuro de poder lhe buscar
Sem você
Maluco de amor
Vou para o aeroporto
Esperando dois aviões pousar
Pousam vários, você em nenhum deles estar
Choro, choro, queria poder voar
Atravessar o oceano
Pelo menos lhe beijar e retornar
Não, quem tem boca não vai a Roma
Só quem tem dinheiro
Só tenho amor
Que sem você não sabe voar
Amor, vou aprender a nadar
Eu juro por Deus

Vou lhe buscar!

terça-feira, 25 de março de 2014

Quantas católicas e beatas com a libido latejando e vibrando querendo de forma explicita e desavergonhadamente se entregar numa relação sexual, mas tem medo de isso ser entendido como falta de algo espiritual no seu ser?

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Se é bonita, gostosa e não tem um “ar” de comprometida, como querer apenas contemplar uma mulher assim?

segunda-feira, 24 de março de 2014

Se faltar argumentos sensíveis... Grite que ame.

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Se for só a traição física, você perdoa? Digo, atração.

domingo, 23 de março de 2014

Quando você começa a temer a própria covardia é um vislumbre de sua coragem dando a cara.

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Você não foi minha subtração, você foi parte do meu saldo positivo que precisei abrir mão.

sábado, 22 de março de 2014

Você, raivoso, às vezes exagerando na absorção de coisas fúteis de pessoas desprezíveis,  acaba mordendo a si próprio. E pior, descobre-se venenoso, de tanto ruminar palavras peçonhentas que poderiam ter sido esquivadas.

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...E eu aqui na sua frente, acessível e gostoso e você numa vida sem garantia do amanhã, ainda imaginando se deve abordar-me?

sexta-feira, 21 de março de 2014


Eu sou instável sempre! Isso não é uma estabilidade?

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É preciso de vez em quando saber visitar o lugar vazio e mudo que existe em nós. Por mais que tentemos fazer de conta que eles não existam, é claro o som do seu grito silencioso.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Ressentimentos de longas datas que ainda não foram expulsos, sentimentos que deixam o nosso estado interior suscetível de achar que tudo que não for como a gente imagina, como mais uma ofensa de alguém, aumentando assim o estoque do que faz a gente viver uma vida menos intensa.

Será mesmo que as pessoas tem o poder de fazer isso com a gente?

Se não nos amarmos o suficiente seremos sempre afetados por coisas que só ganham consistência pela falta de sensibilidade a até de inteligência de nossa parte.

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Uma pessoa extremamente ríspida e sempre pronta a agressão é uma pessoa doente, não tenha dúvida.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Foi lindo, foi maravilhoso, foi magnífico, mas foi e não pode ser melhor com o que ainda não está tão bom, mas está sendo AGORA.

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O fato de não conseguir comprar um carro ali, uma casa aqui, de não ter conseguido ter ido a Paris ou até mesmo ali no Rio de Janeiro, o fato de não ter conseguido adquirir muita coisa material e até mesmo o fato do casamento se desfazer...

Ser perdedor é isso?

Não!


Só seremos um fracassado e perdedor quando desistirmos do amor!

terça-feira, 18 de março de 2014

Uma pessoa que não gostar de você não pode ser boa, né?

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Será que a gente fica louco de tanto querer e não ter?

segunda-feira, 17 de março de 2014

Quem, meu Deus, não chora, implorando uma terceira chance?

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Ela queria ser bióloga marinha. Via-se no seu semblante a felicidade estampada quando falava dos animais, do mar, de sua imensidão e do canto das baleias. Ela amava tudo isso e abriu mão rapidamente quando recebeu uma proposta financeira muito boa para atuar em outra área.

Dez anos depois encontrei essa mulher com carro novo, casa nova, mas com um semblante sorumbático e sem brilho.


O melhor salário é a nossa satisfação interior.

domingo, 16 de março de 2014

Quem peca por ignorância é um pecador, não um ignorante, portanto sua punição não será menor. Somos obrigado a saber.

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Quem não ama pode até rir, mas sempre um sorriso amarelo. Quem não ama é sem graça, já reparou?

sábado, 15 de março de 2014


...Porque minha solidão é rica demais para ser roubada por pessoas que só conhecem de picuinhas.

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Quero conhecer os amigos de meus amigos, os amigos dos amigos de meus amigos, os amigos dos amigos dos amigos de meus amigos....

Quando eu chamo alguém de amigo, eu chamo todos os outros amigos deles de pessoas boas.


Só conseguimos gostar de quem tem o caráter parecido com o da gente, sejamos nós bons ou maus.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Morremos porque a vida é insuficiente.

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O cúmulo da preguiça e da comodidade (Se não for algo mais sério) é não ter disposição nem para viver um grande amor que se apresenta.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Peixe você mata para comer, mas...E a minhoca o que tem com isso?

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Quem não tem medo do próprio pensamento de vez em quando?


quarta-feira, 12 de março de 2014

Cada um ama a seu modo, mas ninguém ama mais ou menos do que o outro. Ama-se ou não!

Há quem não saiba é manifestar isso com eloquência.

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Basta ser importante para alguém, não o mais importante para alguém. Deixemos de vaidade boba. Não que sejamos o plano b, mas somos coadjuvantes necessários na vida de algumas pessoas assim como somos o artista principal na vida de outras.

terça-feira, 11 de março de 2014

Eu sou um apressado prudente. Eu cozinho durante o querer.

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Além do horizonte é o lugar buscado para se viver em paz, mas se aqui é o além do horizonte de quem está do lado de lá. Por que não estamos em paz?

segunda-feira, 10 de março de 2014

Há quem se afaste ao sinal do primeiro incômodo; há quem fique resignado por toda uma vida. Não deveria ser assim. Errado por errado, erra menos quem vai embora.

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Não se gabe de ser tão amada. A pessoa ama a construção que fez de você. Ela te ama porque precisa e você não tem nada com isso.

domingo, 9 de março de 2014

De todos os nossos atos masoquistas, o mais nobre é a nossa ânsia de um novo sofrer por um novo amar.

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Queremos a mulher-flor, delicada, sensível, bonita, cheirosa, rara e única, mas não somos o adubo necessário para o nosso querer.

sábado, 8 de março de 2014

Acabei de vê uma piadinha que falava de um menino que brincava de esconde-esconde e como não o encontraram, ele morreu de fome e sede no seu esconderijo.

Na vida real, sem piadinha, tem pessoas que se escondem de tais formas em si mesmas, que se não aparecer um explorador sagaz e amoroso, morreriam solitárias e da inanição do amor, uma vez que o amor-próprio não tem o nutriente e a vitamina capaz de salvar alguém.

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Covarde é quem paralisa ao sinal do primeiro incômodo, imagina você que não chega nem a tentar.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Temos o poder sublime de amar, ser amado e dá sentido à vida de alguém.

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Há pessoas que vivem como se respirar fosse uma doença grave e assim vão seguindo sufocados e sufocando a vida de quem os circundam.


Ô dia, ô hora, ô dor!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Natal

Durante todo o ano apregoamos a solidariedade, o amor e a paz, mas nessa época vem a consciência e a certeza de que pensamos muito, sentimos muito e não exprimimos nada em ação.

Apesar do natal de hoje não mais externar o seu verdadeiro sentido, ele ainda se torna muito importante, porque ainda desperta essa consciência de nossa inércia. É por isso que algumas pessoas nessa época sentem uma leve indisposição interior, uma certa nostalgia. Ela é causada por isso, pela consciência de nossa mesquinhez e egoísmo. De que adianta passar todo o ano “em branco” e no Natal se dar conta disso?

E agora não adianta querer descarregar a consciência pesada comprando uns presentinhos descartáveis. Se tivermos bons sentimentos durante todo o ano, porque não os exprimir em ação continuamente?

Não estou falando só de presentes materiais, estou falando também de presentes espirituais como solidariedade, afeto, compreensão, tolerância, paz e amor.

Por que não sermos amorosos no dia-a-dia? Temos que parar de desviar os focos das atenções só para nós mesmos. Nos consideramos uns coitadinhos, que nos tomamos todo o tempo e dedicação.

Que o verdadeiro sentido do Natal, o nascimento de Cristo, esse homem que foi um exemplo de vida, nos faça reaver nossas atitudes do cotidiano e destrua esse nosso egoísmo, para que imediatamente o troquemos pela reciprocidade de sentimentos com os nossos irmãos.

Que no próximo natal troquemos essa nostalgia, sentida hoje, por uma sensação de tranquilidade e paz ocasionada pela certeza da doação física, espiritual e material no decorrer de todo o ano.

Que a nossa homenagem, que nossa maneira de expressar o amor por Jesus Cristo seja externada com gestos contínuos de solidariedade, de carinho, de afeto, de tudo que é maravilhoso.


Que nosso “sentimento de culpa” e a nostalgia, que fazem aniversário em todo Natal, sejam substituídos por uma felicidade imensa e por uma certeza gratificante de Que Jesus Cristo zela por nós.

quarta-feira, 5 de março de 2014


Cidade Solidária

Há algum tempo eu presenciei um acontecimento entre três mendigos que me deixou bastante reflexivo:

Eu estava no ponto de lotação da praça Cel. Ribeiro, aqui em Montes Claros, quando vi um senhor estacionar seu belo carro e entregar a um mendigo um bonito embrulho e felicita-lo pela passagem do Natal, para logo em seguida retirar-se. O mendigo imediatamente abriu o embrulho, era um panetone muito fino. Deu uma mordida e, para surpresa dele, detestou o produto. Olhou para o lado e deparou-se comigo e outro mendigo comendo acarajé. Convidou-nos para provar do panetone. Eu recusei, mas o mendigo que estava ao meu lado provou do panetone e como o outro, também, não gostou. Em retribuição deu o restante do acarajé para o dono do panetone que se deliciou com o pequeno pedaço. Ficaram os dois conversando ate passar um transeunte todo sujo e esfarrapado, desse tipo que ignoramos e fazemos conjecturas a respeito, empurrando um carrinho de madeira cheia de papelão e latas. Como o elemento tinha um semblante muito carrancudo, talvez pela fadiga e cansaço, os outros dois, um pouco desconfiado, ficaram inseguros em abordá-lo, mas com um certo esforço ofereceram a ele um pedaço de panetone. O homem olhou, como não sabendo o que era aquilo, mas aceitou e, ao contrário dos dois, adorou e comeu muito do panetone. Em agradecimento, tirou de dentro do carrinho um pão de sal murcho recheado com salame e deu para os dois, que não só aceitaram, como se deliciaram com o novo lanche. Despediram-se e cada um tomou seu rumo.

Os povos se fecharam nos seus mundos e a cada dia se isolam cada vez mais dos seus semelhantes. Mas aqui em Montes Claros, onde existem hoje todas as coisas que chamam a atenção para sinais encantadores de uma boa vida, se não na infraestrutura ainda, pelo menos na convivência harmoniosa entre os seus moradores, ultimamente tem me chamado a atenção as atitudes de amor e solidariedade dos seus moradores.

Pessoalmente tenho vivenciado muitas situações bonitas. Nesse caso dos dois mendigos, pode ter sido um acontecimento banal, mas sinceramente eu fiquei emocionado e não consigo tirá-lo do meu pensamento. Eu, que leio muito, não encontrei em nenhum romance, em nenhum livro de autoajuda, em nenhuma tradução de estórias estrangeiras, nada que me marcasse tanto. Talvez por não ter sido um enredo fictício, talvez por ter sido uma cena real, palpável e bem na minha frente.

Quando as pessoas são solidárias, uma boa ação sempre provoca outras. Um presente oferecido por um senhor desencadeou uma sucessão de pequenos bons gestos. E se hoje estou expondo esses fatos, é apenas para deixar claro que devemos mudar nossas opiniões a respeito dessas pessoas ou pelo menos rever essas opiniões. Devemos não ser tão indiferentes a essas “pessoas nojentas” que, no nosso modo de entender, só bebem, roubam e estragam a imagem da cidade. Devemos ficar mais atentos a quem de fato rouba e denigre a imagem da cidade. Será quem são de fato os nojentos? Quem são os “engravatados e limpinhos?...” Eu vejo tantos políticos, intelectuais e artistas apregoando a solidariedade e o amor, o que acho até louvável da parte deles, mas será que palavras e suas “influências” resolvem alguma coisa? Para que tantas conversas, tantas reuniões e tantos “grandes acontecimentos”, para depois levar essas grandezas ao confinamento em seus mundos?

O que sei, é que homens que estão à margem da sociedade, passando fome, sentindo frio nas madrugadas nos bancos de praças, esses homens, que tinham todo direito à revolta interior, à amargura e ao ódio, é que me mostraram, pela naturalidade dos seus gestos, que a solidariedade desinteressada é que é a expressão pura do amor.

É claro que a lembrança desse acontecimento não me traz só imagem agradável. Sempre trará a imagem de homens esfarrapados e sujos, que vivem num sofrimento anormal, num isolamento absoluto, incompreendido pela nossa insensatez hostil.

Mas Graças a Deus, como eu dizia no princípio, aqui em Montes Claros vem se instalando uma consciência mais humana, despertada por um espírito de mais espontaneidade nas relações interpessoais. Apesar de ser uma das maiores cidades do Estado de Minas Gerais, apesar de toda evolução tecnológica e de aqui ser um berço cultural riquíssimo, nos recusamos a ser influenciados por essa sinistra maneira de amputar o contato direto com as pessoas.

Desejo a todos nós, não só os montes-clarenses, que esses costumes de solidariedade que temos por aqui, se fundem cada vez mais com os aspectos bons da evolução e tecnologia, pra nos fundamentar, cada dias mais, no trabalho da paz e do amor com os nossos semelhantes.

Se é insensato e errado sequer pensar que alguém possa viver apenas para arruinar a vida do próximo, então, está na hora de levar não só os nossos pensamentos como as nossas ações mais a sério e expressá-los na ponderação, decência e humanidade. Que comecemos dos nossos quintais e gradativamente espalhemos pela cidade de fora a fora.

Pode até parecer um sonho, mas com esses dons intrínsecos do norte-mineiro e com essa nova consciência, acho que nós aqui da região teremos a chance de ver tudo melhorar.

É claro que não conseguiremos acabar com a mendicância e com a miséria, pois a cidade é grande e convidativa, mas não podemos conformar com a indiferença e desprezo por essas pessoas. Enquanto um elemento desses sentir frio e passar fome, temos que nos manifestar e ajudá-los, de qualquer maneira. Nós que queremos bem a Montes Claros e a quem vier morar nela, temos o dever de fazer valer a velha máxima: “Que a vida valha a pena de ser vivida”.

Em nome desse sublime instinto arraigado em nosso ser, é que me embasa a esperança de uma vida melhor para nossos conterrâneos e estrangeiros que moram nesta cidade – esta sim, maravilhosa!

terça-feira, 4 de março de 2014

Como se pode determinar isso ou aquilo para um amor. O amor não tem uma meta determinada, ele é joguete de sua suas próprias vibrações.

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O lençol amassa no mesmo lugar, o beijo sempre ali no centro da testa, gesto automático, previsível e “vamo” que “vamo”... nesse relacionamento que não é maravilhoso, mas que não faz mal nenhum, não senhora!

segunda-feira, 3 de março de 2014

Boa companhia é algo inestimável.

Lamentações infundadas, fofocas, picuinhas e tudo que não se pode absorver. Você tem alguém que age assim e chama de amigo?

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O medo de arriscar é o seu presente para a monotonia entorpecedora.


Você está viva e sã, como pode sofrer da paralisia de viver?

domingo, 2 de março de 2014

Você se preocupou com a transparência da roupa e deixou de tomar o banho de chuva essencial, mulher.

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Quando o mundo da gente desaba é só a gente que morre soterrado?

sábado, 1 de março de 2014

Uma arma chamada anzol
Ferro com ponta e haste
Transpassado numa minhoca
Golpeando o não menos desafortunado peixe
Enquanto ele sangra e tenta se livrar do golpe
O homem enche de adrenalina e sorrir
Isso sim é que é diversão de um fim-de semana

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Eu amei, eu adorei
Fui fundo, não queria saber
Sonhador, acreditei
Ela, como eu, se deu
Vulnerável, excedeu
Não sabemos o porquê
Tudo feneceu
Doeu, doeu, ah, como doeu

Você se gaba, nunca sofreu
Mas seu sorriso é fraco e mentiroso
Não foi como o meu
Minha dor é consequência de pós-gozos
Seus sorridos de pós-nadas

Sim, doeu, mas quer saber?
Como valeu!

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