quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Soneto de um caipira urbano

Lua cheia na roça, fogão de lenha, uma franga a cozinhar,

Nós ali, juntinhos, sozinhos, na varanda deliciosamente a beijar,

Enquanto na cozinha uma velha panela não para de chiar,

imitando com perfeição o mesmo barulho das ondas do mar.


Lua cheia na roça, noite clara, espetáculo da natureza.

Uma sensação de paz de espírito e de um sonho realizar.

No vaivém da rede a balançar um abraço com firmeza e

a crença de que aquele momento pudesse se eternizar.


Lua cheia na roça, noite linda, induzindo ao céu, olhar.

Um carinho, um abraço, mais um beijo...

Tudo lá.


Depois, o ombro amigo, um cigarro de palha a pitar,

Uma piada da cidade e um frango caipira para revigorar.


Ah, como é gostoso, na lua cheia da roça, sonhar e
amar!



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