sábado, 7 de junho de 2014

“Sendo” de verdade, sem subterfúgios.


Chorei, chorei, copiosamente chorei. Chorei por ter consciência dos anos perdidos em minha vida. Perdidos, por não tê-los vivido com ardor, com garra e amor.

Para que uma mesquinha moralidade?

Para que apropriar-me de um ser que não sou eu?

Para que a loucura de procurar subterfúgios em tudo?

Para que dissolver minha personalidade apenas para seguir conveniências sociais?

Para que deixar de ser eu mesmo para alguém ter que me suportar, se em troca, eu não me suportarei?

Se eu fiz o bem, se eu chorei, se eu sorri, se eu amei, não foi com a intensidade e a profundidade que deveria, mas agora... Chega!

Cansei de meias verdades, cansei de tudo pela metade.

Chega de faz de conta!

Chega de “ser” e ter de mentira.

Chega de “sub. ter”. Fujo!

Fujo para precipitar de modo próprio o meu caminho e a minha verdade. Quero ter e ser tudo por inteiro. Chega de concessões! A força que eu fazia para agradar os outros me roubava a vida.

Devolvo a mim nesse momento a vida que deixei levar. Descobri que tenho o poder de sublimar tudo. Gestos, tentativas e intuições, tudo vem é do meu interior.

De hoje em diante os meus eus invividos não vão mais se envenenar com regras e exortações. Parei de fazer acordos! Parei de negociar meus dias e minhas horas! Cansei da monotonia do conhecido, do habitual! Hoje começo explorar o inédito. Hoje começo a relacionar-me com pessoas que me devolvem a vida que outras levaram! Hoje vou dar beijos verdadeiros, não quero sorver apenas hálito! Quero energia e amor! Parei com artificialidades! Hoje quero a essência do ser humano e de meu próprio ser!

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