quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A gente não morre...

Eu sonhei, eu sonhei
Ganhei asas
Com minha alma voei, voei
Driblei a impossibilidade
Cheguei a quem já não vive aqui
Voei ao encontro imprescindível
Cheguei aonde vive hoje o meu grande amor
Ela continua linda
Estava de branco
Vivendo entre flores
Me recebeu com o seu sorriso lindo
Abraçamos, beijamos
Fizemos amor
Tudo foi relembrado, vivido
Mas lá ainda não era o meu lugar
Sorriu, despediu
Acordei
Não chorei, compreendi
A gente não morre
Só vai antes ou depois
O lugar existe
Estive lá
É tudo verdade
Meu jardim e minha flor do amor estavam lá

==


Dançar no céu

Na estação, nós dois estávamos
Entrega de malas e sacolas
Abraços e beijo no rosto
Nenhuma lágrima
Ninguém sabia, ninguém podia imaginar
Pra todos era uma despedida de amigos
E que ela logo logo iria voltar
Jamais saberiam que aquele amiga
Era a mulher da minha vida
A mais amada, a mais compreendida
E que pela carreira de bailarina
No exterior iria morar
Não esperou eu aceitar
Com aquele beijo no rosto
Foi para nunca mais voltar
Sim, ela não foi dançar
Usou esse pretexto para me abandonar
Mas a vida é irônica e implacável
Ela dançou como nunca pudesse imaginar
As luzes de Viena não podem lhe salvar
Reluziram prostituição e envolvimento com droga
Morreu por dentro porque trocou o amor pelo dinheiro
O orgulho falou alto, para o Brasil não queria mais voltar
No horário nobre do telejornal sua prisão foi anunciada
Teve que vir na marra, deportada


Sem vergonha nenhuma, suicidou no avião

==

Naufrágio

Na frágil travessia de um
lago manso que aparentava amor...
Naufraguei.

===




Nenhum comentário: