terça-feira, 10 de junho de 2014

Chega de ser fragmentado


Qualquer horas dessas vou sair por aí, sem destino, sem hora de voltar, sem garantias, não aceitando que as pessoas transformem esse mundo maravilhoso. Vou ao ritmo da natureza, cavalgando no meu amigo vento. Vou desatento, completamente absorto apenas na leveza do meu ser. Quero fazer essa tristeza e solidão que sinto no momento se transformar em energias e verdadeiramente sentir o meu calor interno.

Quero fazer um estágio com os animais, para aprender ser inocente, quero com eles, aprender “ser” sem a influência do que “fui” ou do que ainda eu possa “ser”. Nessa viagem, quero me desfazer de todos os vícios arraigados nesse mundo limitado e hipócrita para depois sair do meu refúgio  e tentar encontrar alguém que pense como eu, ou seja, que não cumpra determinações e normas para amar.

Para mim, o amor tem que estar no barulho, no silêncio, no tudo, no nada. Inteiro. Total. Integrado. Não existe excessos no ato de amar. Não aceito ficar num mundo onde “eruditam” o amor; onde temos que ter educação para amar. Para que colocar rendas, sendas e miçangas no vestido de chita do amor? O por que de ter que vagamente sugerir que amo? Não, não aceito isso, não. Eu quero é gritar pelos quatro cantos que amo.

O por que dessa relutância em ser fragmentado no amor? Adiar um amor integral? Por quê?  Qual a garantia que tenho que estarei vivo para amar como eu quero, daqui à pouco? Eu amo muito é agora...Já!

Impuseram-me condições para amar. Não aceito concessões. Veio-me a vontade de amar muito e me repreenderam. Esse mundo é muito limitado. Ele teceu elo com a letargia. Eu estou fora!

Quando eu sair desse meu mundo fechado, eu quero estar leve e completamente vazio de vícios e manias. Eu quero estar como estou aqui nesse momento, gozando todos os gozos da exuberante liberdade. Eu quero estar sendo tudo o que eu fui privado de ser.

O que estou sendo no momento? Nada! Mas uma nada que me traz felicidade. Um nada que sucumbe o tudo desse mundinho hipócrita. Mas não, eu não aproveitarei do poder desse nada para vingar o tudo que não fui. Aqui no meu mundo o ódio se transformou em amor.