sábado, 31 de janeiro de 2015


solidão

café, cigarro, internet
O sono não vem
é a falta de alguém na cama

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Pedaços

Vou sumir
Desintegrar, inexistir
Todo amor que vai embora
Leva um pedaço de mim

É melhor parar por aqui

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A noite seduziu o dia
Astros foram cupidos
O dia não pode raiar

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sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Talvez a teimosia em não fazer poesia
Seja a certeza de que nos versos vou declarar
Mas sei também que é ingenuidade
Não é preciso eu poetar
Você é sim o meu grande amor
Tá na cara, tá no jeito até de eu andar

O que sinto por ti fez minha vida ganhar leveza
Dúvida virar certeza
Medo ganhar coragem
Espera começou andar
Não fico mais no  ver no que vai dar
Amor, vou te buscar

 Na minha vida você vai participar
Arrume tudo, venha sem medo
O amor que estava represado
para você todo o transbordar
Estou indo amor:

Nosso sonhar vai realizar!

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Direções postas
Um caminho a seguir
Recusamos

Direções impostas
Um caminho a  seguir
Ficamos na metade do caminho

Direções opostas
Horizontes distintos
Vivemos

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Conhecemos num site
Nem parecia que iria fluir
Hoje não tiro você da mente
Minto!
Não tiro você do coração
Hoje ligar o computador
Acessar a Internet
É mais que um entretenimento
É sair do sonho
E mesmo no virtual
Está sendo parte da realização
Sou aquele que ainda se faz de amigo
Mas de amor por você estou morrendo
Será que podemos deixar isso perder?
Mais do que meu computador
Para lhe acessar
Formatei meu coração
E hoje o espaço do HD Homem Deslumbrado
Só cabe você
Email é pouco, Msn melhor
Mas quero você de verdade


Venha amor (perdi o medo de lhe chamar assim)

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Pessoa sem fantasia,
sem vontades louca,
sem maestria, sem alegria...

Pessoa sem ar de emoção,
sem inspirar paixão, 
sem sentir tesão,
sem sentir falta de um grande amor...

Pessoa ou uma boneca inflável?


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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Soneto de um caipira urbano

Lua cheia na roça, fogão de lenha, uma franga a cozinhar,

Nós ali, juntinhos, sozinhos, na varanda deliciosamente a beijar,

Enquanto na cozinha uma velha panela não para de chiar,

imitando com perfeição o mesmo barulho das ondas do mar.


Lua cheia na roça, noite clara, espetáculo da natureza.

Uma sensação de paz de espírito e de um sonho realizar.

No vaivém da rede a balançar um abraço com firmeza e

a crença de que aquele momento pudesse se eternizar.


Lua cheia na roça, noite linda, induzindo ao céu, olhar.

Um carinho, um abraço, mais um beijo...

Tudo lá.


Depois, o ombro amigo, um cigarro de palha a pitar,

Uma piada da cidade e um frango caipira para revigorar.


Ah, como é gostoso, na lua cheia da roça, sonhar e
amar!



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Desvario

Meu amor é esparso, é espasmo,
alegria desvairada.
Eu amo como quem odeia:
Desconectado e feroz.

Meu amor é pensamento,
segredo explícito.
Eu amo como quem teme:
Balbuciando e tremendo.

Meu amor é esperança,
certeza enigmática.
Eu amo como quem sabe:
inexistindo e perecendo.

Meu amor é enleio,
enlevo enfurnado.
Eu amo como amador:
Improcedente e sonhador.

Afinal, não tem profissional do amor.

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Passam noites, passam dias
Madrugadas não são vazias
Povoadas de você, faço poesias
A posse do seu corpo eu posso esperar
Eu te amo de todas as formas
Um dia você poderá


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015


Bastante é namorar,
mais do que bastante é casar.

Bastante é casar,
mais do que bastante é divorciar.

Bastante é divorciar,
mais do que bastante é casar de novo.

Bastante é trair o marido,
mais do que bastante é trair o amante.

É como dizia alguém:

Nunca sabemos o que é bastante enquanto não
soubermos o que é mais que bastante.  

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Viver é enquanto

Correr pra quê
O negócio é o caminhar
O destino não muda de lugar

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domingo, 25 de janeiro de 2015

Putativo

Uma passou inspirando amor.
Outra passou transpirando amor.

Uma insinuou um sorriso.
Outra deu uma sonora gargalhada.

Uma, tímida, retraída e reservada.
Outra, expansiva e desarvorada.

Uma, parecia toda casta e pura,
A outra toda gasta e usada.

Qual me fez mais mal?

Uma me levou o dinheiro.
A Outra...
A alma.

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Tô noutra!

Não, eu não sou outro.
Sou o mesmo,
Não sou ruim, não .

O que tenho de diferente
é uma nova emoção
Que acendeu o estopim
da bomba de uma paixão .

Empacotei meu amor e te esperei, esperei.
Indiferente e insensível, você não veio, não,
e para não perder o amor que eu guardei
apareceu alguém que o salvou da decomposição.

Uma mulher frágil, dócil, e com boa intenção,
que me mostra no dia a dia
que o amor não se guarda, é ação.

Sinceramente, você não quero mais, não.
Que sofra que nem eu,
Mas aprenda essa lição.


sábado, 24 de janeiro de 2015


Possuir

A sensação de chorar
quando ela não está.
A sensação de sorrir
quando ela está por vir
A sensual ação de não mais
chorar nem sorrrir , só gemer:
_O momento de lhe possuir.


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Auto-Encontro

Existe amor aqui, ali,
em qualquer lugar,
mas só o encontra
quem primeiro se encontrar.

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Deixei você ir
Soco na própria cara
Hematoma eterno

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Charles-amor

Na minha cabeça passa um filme
Amores vividos, sorrisos, promessas
Estado pleno de felicidade querendo a(s)cender

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Punhal cravado 

Ela foi embora de repente
Sem vislumbre de isso acontecer
Surpresa doída


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Ah, você!

                                                        
Ah, você...

Com esse ar de pode ser,
Com esse riso fácil e
Com esse olhar me implorando amor.

Ah, você...

Que é cara, corpo, gênio, mas
Que não me deixa por inteira se revelar...
Roendo assim, o meu coração antes dele parar.

Ah, você...

A quem suplico amor, carinho e afeto,
Projeto, integro e entrego
Toda a minha arte de amar.

Ah, você...

Que cede, como quem não quer,
Sorvendo e se dando devagar, assim
Como se soubesse como gostosamente entregar.

Ah, você...

Que é mais que bela, mais que corpo,
Mas que se deixa tímida revelar...
Sendo eloqüente só no ato de se dar.

Há você...

Para dar sentido à minha vida

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Precisamos do outro

Falta sim
Não é algo
É alguém

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Acabou, mas foi lindo um dia

Amor que gera trauma
Nunca pude entender isso
Só pelo tempo bom já vale á pena

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Os velhos também amam

Ta doendo, tô sofrendo
Não sei lidar com isso
Depois de velho, “emburreci”

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Só amor ninguém quer

Sem grana, pobre, sonhador
Devo desistir...
Amélias não existem mais!


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015


Singular

Faça de conta, faça de verdade,
faça tudo o que quiseres;
porque eu faço de conta, sobretudo,
que você é a única entre as mulheres.  

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fazendo por onde

a vida
tem que ser
espetacular!

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terça-feira, 20 de janeiro de 2015



programação horrorosa

eu insisto em frente ao sofá
vou desligar a tv
senão vou sair do ar.

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Cabeça, tronco e “membro”

Nesse momento meu pênis substitui o coração.
Ele é que bombeia o meu sangue quente e latejante.

Nesse momento meu pênis substitui o cérebro.
Ele é que concentra , pensa, trama e vibra.

Nesse momento meu pênis substitui os olhos.
É ele que olha fixamente e espreita a sua caca.

Nesse momento meu pênis é a minha própria alma,
á procura de algo mágico que se  encontra nas profundezas de uma mulher.

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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Amor gostoso

Liberado, leve e solto
Como uma pipa no ar
Deliciando na vastidão
Com a cumplicidade da nuvem
Sou eu absorto no seu amor
Saboreando seu jeito dócil
Que me faz flutuar
Na leveza do seu ser


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Renovação

Ruga aparece
Beleza fenece
Da sua aparência não sou pendente
Mas meu amor cresce
lhe fazendo plástica constantemente

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Divórcio

Tentei, não deu,
Cada um no seu lugar.
Rio, chorando, voltando do mar.

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Sexo nojento e traumatizante

Sem nada a dizer, sem vontade de viver
Abre as pernas para o marido desgraçado
Gozar pra morrer - Ejacula cão


domingo, 18 de janeiro de 2015

Quem ama é dono da situação, porque possui todos os fatos, acha atrativos especiais em tudo, resiste a seduções vulgares.

Quem ama está inconsciente no que diz respeito ás expectativas. Vive o agora sem se preocupar com o daqui a pouco.

Quem ama não exige provas, compreende Deus.

Quem ama está em completa harmonia consigo mesmo, por isso mesmo o espaço entre sua imaginação e sua realização praticamente não existe.

Quem ama vive plenamente, porque dá vida ao que tem de inanimado dentro dele.

Quem ama tem a capacidade de conceber desejos ardentes e por isso não calunia o nosso.

Quem ama tem a alma tão intensa, que a dor passa despercebida na sua vastidão.

A inda que passe o dia falando,
M elhor seria calar-me.
O amor é onisciente,
R eina por mandado divino.

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João machucou Joana
Joana conheceu José que não machucou ninguém
Joana imagina que José pode ficar como João
Joana fica na defensiva e ama pelas beiradas
José se sente um pouco rejeitado, mas insiste
Joana não percebe e nunca se dar por inteira
José dá um beijo na testa de Joana e vai embora
Joana cheia de razão diz: É assim. Eles não prestam.

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sábado, 17 de janeiro de 2015


Cidade Solidária


Há algum tempo eu presenciei um acontecimento entre três mendigos que me deixou bastante reflexivo:

Eu estava no ponto de lotação da praça Cel. Ribeiro, aqui em Montes Claros, quando vi um senhor estacionar seu belo carro e entregar a um mendigo um bonito embrulho e felicita-lo pela passagem do Natal, para logo em seguida retirar-se. O mendigo imediatamente abriu o embrulho, era um panetone muito fino. Deu uma mordida e, para surpresa dele, detestou o produto. Olhou para o lado e deparou-se comigo e outro mendigo comendo acarajé. Convidou-nos para provar do panetone. Eu recusei, mas o mendigo que estava ao meu lado provou do panetone e como o outro, também, não gostou. Em retribuição deu o restante do acarajé para o dono do panetone que se deliciou com o pequeno pedaço. Ficaram os dois conversando ate passar um transeunte todo sujo e esfarrapado, desse tipo que ignoramos e fazemos conjecturas a respeito, empurrando um carrinho de madeira cheia de papelão e latas. Como o elemento tinha um semblante muito carrancudo, talvez pela fadiga e cansaço, os outros dois, um pouco desconfiado, ficaram inseguros em abordá-lo, mas com um certo esforço ofereceram a ele um pedaço de panetone. O homem olhou, como não sabendo o que era aquilo, mas aceitou e, ao contrário dos dois, adorou e comeu muito do panetone. Em agradecimento, tirou de dentro do carrinho um pão de sal murcho recheado com salame e deu para os dois, que não só aceitaram, como se deliciaram com o novo lanche. Despediram-se e cada um tomou seu rumo.

Os povos se fecharam nos seus mundos e a cada dia se isolam cada vez mais dos seus semelhantes. Mas aqui em Montes Claros, onde existem hoje todas as coisas que chamam a atenção para sinais encantadores de uma boa vida, se não na infraestrutura ainda, pelo menos na convivência harmoniosa entre os seus moradores, ultimamente tem me chamado a atenção as atitudes de amor e solidariedade dos seus moradores.

Pessoalmente tenho vivenciado muitas situações bonitas. Nesse caso dos dois mendigos, pode ter sido um acontecimento banal, mas sinceramente eu fiquei emocionado e não consigo tirá-lo do meu pensamento. Eu, que leio muito, não encontrei em nenhum romance, em nenhum livro de autoajuda, em nenhuma tradução de estórias estrangeiras, nada que me marcasse tanto. Talvez por não ter sido um enredo fictício, talvez por ter sido uma cena real, palpável e bem na minha frente.

Quando as pessoas são solidárias, uma boa ação sempre provoca outras. Um presente oferecido por um senhor desencadeou uma sucessão de pequenos bons gestos. E se hoje estou expondo esses fatos, é apenas para deixar claro que devemos mudar nossas opiniões a respeito dessas pessoas ou pelo menos rever essas opiniões. Devemos não ser tão indiferentes a essas “pessoas nojentas” que, no nosso modo de entender, só bebem, roubam e estragam a imagem da cidade. Devemos ficar mais atentos a quem de fato rouba e denigre a imagem da cidade. Será quem são de fato os nojentos? Quem são os “engravatados e limpinhos?...” Eu vejo tantos políticos, intelectuais e artistas apregoando a solidariedade e o amor, o que acho até louvável da parte deles, mas será que palavras e suas “influências” resolvem alguma coisa? Para que tantas conversas, tantas reuniões e tantos “grandes acontecimentos”, para depois levar essas grandezas ao confinamento em seus mundos?

O que sei, é que homens que estão à margem da sociedade, passando fome, sentindo frio nas madrugadas nos bancos de praças, esses homens, que tinham todo direito à revolta interior, à amargura e ao ódio, é que me mostraram, pela naturalidade dos seus gestos, que a solidariedade desinteressada é que é a expressão pura do amor.

É claro que a lembrança desse acontecimento não me traz só imagem agradável. Sempre trará a imagem de homens esfarrapados e sujos, que vivem num sofrimento anormal, num isolamento absoluto, incompreendido pela nossa insensatez hostil.

Mas Graças a Deus, como eu dizia no princípio, aqui em Montes Claros vem se instalando uma consciência mais humana, despertada por um espírito de mais espontaneidade nas relações interpessoais. Apesar de ser uma das maiores cidades do Estado de Minas Gerais, apesar de toda evolução tecnológica e de aqui ser um berço cultural riquíssimo, nos recusamos a ser influenciados por essa sinistra maneira de amputar o contato direto com as pessoas.

Desejo a todos nós, não só os montes-clarenses, que esses costumes de solidariedade que temos por aqui, se fundem cada vez mais com os aspectos bons da evolução e tecnologia, pra nos fundamentar, cada dias mais, no trabalho da paz e do amor com os nossos semelhantes.

Se é insensato e errado sequer pensar que alguém possa viver apenas para arruinar a vida do próximo, então, está na hora de levar não só os nossos pensamentos como as nossas ações mais a sério e expressá-los na ponderação, decência e humanidade. Que comecemos dos nossos quintais e gradativamente espalhemos pela cidade de fora a fora.

Pode até parecer um sonho, mas com esses dons intrínsecos do norte-mineiro e com essa nova consciência, acho que nós aqui da região teremos a chance de ver tudo melhorar.

É claro que não conseguiremos acabar com a mendicância e com a miséria, pois a cidade é grande e convidativa, mas não podemos conformar com a indiferença e desprezo por essas pessoas. Enquanto um elemento desses sentir frio e passar fome, temos que nos manifestar e ajudá-los, de qualquer maneira. Nós que queremos bem a Montes Claros e a quem vier morar nela, temos o dever de fazer valer a velha máxima: “Que a vida valha a pena de ser vivida”.

Em nome desse sublime instinto arraigado em nosso ser, é que me embasa a esperança de uma vida melhor para nossos conterrâneos e estrangeiros que moram nesta cidade – esta sim, maravilhosa!


sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Sem ela, definitivamente, não dá!

Agora são três e meia da madrugada. Apesar do horário, faz muito calor. Como sempre estou acordado pensando nela. Um reflexo de luz que entra pela janela caprichosamente começa a desenhar algo na parede em minha frente. Acompanho atentamente o movimento oscilante e percebo que parece desenhar um violão. Não! Parece um corpo de mulher, e é, inclusive o rosto está se delineando. O desenho está pronto. Meu Deus! É ela! Não acredito! Com certeza é a silhueta dela. Por um instante penso que aquela sombra na parede é o reflexo real dela e procuro com os olhos por onde ela possa estar. A saudade aumenta e vagueio em mil possibilidades de poder encontrá-la e trazê-la até mim. Começo a senti-la do meu lado. Sinto seu cheiro, sua respiração e seu hálito. Tudo muito real. Levanto para verificar com minúcia a origem daquela projeção que vem da janela, mas meu corpo, que sem ela, são mais de cem quilos de um vazio imenso, me segura, dizendo: "Não seja tolo, estamos num quarto andar de um apartamento. Não se engane, não me engane. Seus pensamentos voam, mas ela não pode flutuar no ar como um beija-flor e de repente surgir pela janela". Então, inconformado com essa verdade, volto a deitar e, apesar do calor sinto um frio e um calafrio. Meu corpo sofre. Pensamos no jeito peculiar dela, na sua sensualidade e nos seus trejeitos e carinhos tão singulares. Eu e meu corpo, solidário um com o outro, tentam se consolar, mas no fundo entristecem, sabendo que ela não voltará. Então, desesperançosos, esfacelamos sem compreender a razão dela não estar aqui.
            A madrugada, tão amiga minha, achando que está me fazendo bem, insiste em sombreá-la por todos os cantos da casa, intensificando o meu desejo de vê-la e tento sufocar esse amor para não estimular mais ainda o meu corpo também muito carente dela, mas esse amor é latente e palpita no escuro em cada célula minha.   Viro-me na cama por todos os lados, incapaz de sequer pensar no sono, começo a transpirar e chorar sem consegui me controlar. Ouço um barulho imenso. É uma explosão. Uma explosão interior que com espasmos constantes me balança por inteiro e me deixa mais agitado ainda. Levanto, lavo o rosto, bebo água e a madrugada, minha companhia de insônia, dessa vez parece querer me pirraçar, pois já notou a minha angústia, mas mesmo assim se recusa a amanhecer.       São cinco horas, estou incendiando de saudades, meus pensamentos vagueiam mais uma vez, dessa vez num quase delírio. A madrugada dessa vez percebeu o meu estado e mesmo não sendo hora de chamar o seu amante, o dia claro, dá-lhe um toque sutil e os dois, cochichando, se beijam, despedindo um do outro e marcando um encontro para depois. O dia claro toma o ar da graça e me expõe com um semblante carregado e triste, mas tentando me entreter com outras coisas, deixa o sol também se fazer presente, querendo me dizer, que é hora de levantar, de trabalhar e começar mais um dia. ...Não adianta! Mesmo no barulho da agitação da cidade, na agitação do meu local de trabalho, mesmo no  meu computador, só vejo o seu rosto, o seu jeito e sua maneira distinta, maravilhosa e exclusiva de ser mulher.             Eu a amo tanto, tanto...


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Obrigado, meu amor!

Eu poderia falar tanta coisa de você, mas quem lhe conhece já sabe da maravilha de pessoa que você é. O que eu posso dizer é que depois que conheci você a minha vida passou a ser mais alegre, mais intensa e muito mais deliciosa. Você apareceu como um presente de Deus. Deixou-se ser olhada por dentro, e o melhor, me enxergou tão bem por dentro e permitiu eu ouvir e sentir o melhor de você e de eu mesmo.

Apaixonei pela sua sensibilidade, pelo seu real interesse de me fazer bem. Você me fez sentir amado, você leu meus mais secretos pensamentos. Ah, você, viu, você fez meu coração disparar, sem ao menos parecer que tinha um motivo aparente, pra depois eu perceber o porquê, era o coração agradecendo por ter apaixonado muito e de uma forma tão especial.

Obrigado, linda, você de forma sincera e transparente me admirou e me chamou de especial. Você me fez rir, você riu de mim, e juntos, rimos até do que não tinha a mínima graça. Você roubou-me de eu mesmo, eu a roubei de você, você me deu acesso, orientação. Obrigado mesmo por ter me dado seu mundo, por ter recebido o meu, por ter me deixado entrar em você.

Agradeço até por ter me feito chorar de saudade e de medo de te perder, o que acabou acontecendo, sem culpados, simplesmente porque a vida quis assim. Obrigado por ter falado comigo sobre seus sonhos, medos, segredos e anseios. Obrigado por me ter feito sentir a coisa mais gostosa, que foi ter podido me tornar um só em você. Você me deu prazer, você deixou eu lhe dar prazer.


Obrigado, meu amor por se entregar a mim de forma tão doce, única e intensa. Obrigado. Mesmo que a vida tenha nos separado, obrigado por ter me feito sentir o que mais um ser humano precisa: Amar e ser amado.