terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Medo da entrega

Somos medrosos e egoístas porque sabemos que o amor nos deixa vulneráveis e completamente entregues, e por isso corremos e escondemos dele.

Por que fazemos isso? Por que não gostamos da entrega total?

Parece ridículo assumir que se é apaixonado por alguém. Temos medo de nos expor e achar que demonstramos amar mais do que o outro. Por fraqueza de espírito e por orgulho e muitas vezes por preocuparmos com o que os outros pensam dessa nossa entrega, abandonamos o amor para nos mostrar fortes e donos da situação.

Como somos ingênuos, meu Deus! Pouquíssimo tempo depois de fazer isso, sofremos muitos mais. O arrependimento e a consciência de que aquele amor poderia ter se tornado a realização de tudo que já sonhamos um dia, nos torturam impiedosamente.

Então, fica claro: O que nos faz sentir maltratado, o que nos faz derramar lágrimas e sofrer não é o amor e sim a nossa falta de coragem, é a nossa covardia e a nossa fraqueza e pobreza de espírito.



Precisamos entender que amar alguém sempre valerá a pena e que a dor desse amor, depois de rompido, será sempre menor do que a frustração de não tê-lo vivenciado com mais ardor e se remoer pela possibilidade de perder a oportunidade de talvez de ter se tornado a pessoa mais feliz do mundo.

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Há muita gente apregoando uma grande verdade e não a exprimindo em ação. Todos dizem que pouquíssimas coisas nessa vida devem ser levadas a sério, mas agem como se o mundo fosse um eterno velório.

Adoro os prazeres da vida, o senso de humor e tudo aquilo que me deixa com paz de espírito. Em nome de quê e de quem vou ficar ruminando os acontecimentos que me aborrecem e me deixam infeliz? Até parece que é proibido ser feliz, ser livre e solto. Não devemos ser submissos aos rigores que a sociedade nos impõe. As leis que regulam a ordem nos proíbem de tudo. Eu, particularmente, não atendo os meus atos a não ser a minha própria vontade. Vou sempre ser tachado de sem-vergonha e contraventor, e tantas coisas mais, mas jamais concordarei em ser um fantoche obediente. E acho que o que fiz até agora ainda foi muito pouco. De agora para frente é que eu vou assumir mais riscos ainda, para fazer muito mais o que propicia tudo de bom para mim e para os outros.

O fato de eu não querer me tornar uma vítima, não me transforma num carrasco. Eu quero é ser total. Por que aceitar ser fragmentado, limitado e constantemente infeliz? Medo do inferno? Pelo amor de Deus! Eu não credito que alguém abra mão dos prazeres da vida, porque tem que dar satisfação ao capeta. Nunca abra mão dos seus desejos, porque independentemente da recriminação da sociedade, seremos sempre aniquilados ou recompensados pela vida. Escravo dos desejos é quem os abafa. Todo mal nasce daí. Isso envenena nosso interior e nos deixa rancorosos e mal humorados. Todos seremos consumidos, independentemente do temperamento passional ou racional, seremos dissolvidos em cinzas do mesmo jeito. Está nas suas próprias decisões escolher ser o que você quiser.

Aja!

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