domingo, 20 de março de 2016

...E eu que não precisei de sua reciprocidade para amar tanto...E eu que de tanto amor atropelo as coisas e não deixo você perceber que, na verdade, só tenho sentimento bons para dividir....E eu que te amo como nunca amei ninguém e não sei deixar transparecer....E eu que só penso que sei viver sem você....E eu, que de tanta fragilidade, seria presa fácil para uma outra mulher que se propusesse a me dar conforto, mas prefiro viver condenado á abstinência sexual, já que você mora tão longe e não sei mais fazer sexo sem amor....E eu, que seria capaz de ficar durante horas escrevendo pensando em você, só para ter a impressão ingênua de diminuir a saudade que lateja em mim....E eu, que começo a desconfiar que já não estou mentalmente equilibrado, de tanto ter você sem lhe possuir.

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Por que insisto em querer você, desejar você e lhe possuir, se na verdade você foi um anjo que Deus colocou na minha vida? Ensina-me, então, relacionar com um sentimento que insisto em deturpar!

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Amar uma pessoa, carregando dentro de si resquícios do amor anterior, é amar a mesma pessoa tomando o corpo de outra, emprestado. Amar assim é prostituir.

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Uma sacola dessas de supermercado pairou no ar, agora, na frente de minha janela, parecia ter vida, planando, planejando algo. Fiquei no chão, parado, digitando, mas querendo sacolear absorto no ar.