terça-feira, 29 de outubro de 2013


Há muita gente apregoando uma grande verdade e não a exprimindo em ação. Todos dizem que pouquíssimas coisas nessa vida devem ser levadas a sério, mas agem como se o mundo fosse um eterno velório.

Adoro os prazeres da vida, o senso de humor e tudo aquilo que me deixa com paz de espírito. Em nome de quê e de quem vou ficar ruminando os acontecimentos que me aborrecem e me deixam infeliz? Até parece que é proibido ser feliz, ser livre e solto. Não devemos ser submissos aos rigores que a sociedade nos impõe. As leis que regulam a ordem nos proíbem de tudo. Eu, particularmente, não atendo os meus atos a não ser a minha própria vontade. Vou sempre ser tachado de sem-vergonha e contraventor, e tantas coisas mais, mas jamais concordarei em ser um fantoche obediente. E acho que o que fiz até agora ainda foi muito pouco. De agora para frente é que eu vou assumir mais riscos ainda, para fazer muito mais o que propicia tudo de bom para mim e para os outros.

O fato de eu não querer me tornar uma vítima, não me transforma num carrasco. Eu quero é ser total. Por que aceitar ser fragmentado, limitado e constantemente infeliz? Medo do inferno? Pelo amor de Deus! Eu não credito que alguém abra mão dos prazeres da vida, porque tem que dar satisfação ao capeta. Nunca abra mão dos seus desejos, porque independentemente da recriminação da sociedade, seremos sempre aniquilados ou recompensados pela vida. Escravo dos desejos é quem os abafa. Todo mal nasce daí. Isso envenena nosso interior e nos deixa rancorosos e mal humorados. Todos seremos consumidos, independentemente do temperamento passional ou racional, seremos dissolvidos em cinzas do mesmo jeito. Está nas suas próprias decisões escolher ser o que você quiser.

Aja!


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Medo


Criastes uma muralha diante de ti, fugindo dos homens. Não conseguistes extrair deles nenhum sabor e, por falta de algo que te anime, irritou-se contra todos, e isolou-se do mundo. Por horror à indiferença humana, isolou-se do sentido da vida. Covarde! Não passas de um covarde! Ao invés de renunciar a tudo, você deveria ter agido! Se tudo estava por ser refeito, se tudo estava morno e triste, você acabou de esfriar com sua renúncia e fuga. Se tudo estava abandonado, pelo menos restava a sua vontade. Talvez tudo poderia ressurgir a partir de suas energias. Deverias ter sido o pioneiro. Não! Você procurou o seu lugar, o seu refúgio, o seu mundo. Despertai, ó indigno! Não desperdice tempo e vida. Arrebentai a muralha que tu próprio construíste e torne-se livre para ainda encontrar tempo suficiente para ajudar um irmão, para se ajudar. Esse mundo é maravilhoso e o espera para que junto como os seus semelhantes, assumam o amor que está hibernado e que pode ser despertado por um gesto simples de solidariedade, gesto esse que pode se transformar ou numa grande amizade, ou num grande amor. É, no mínimo, a primeira condição para isso acontecer. Despertai e praticai esse gesto e verás que se manifestará uma satisfação interior tão grande, no ato desse reencontro, que nunca mais temerás mais nada.

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