sábado, 29 de dezembro de 2012


Sem ela, definitivamente, não dá!

Agora são três e meia da madrugada. Apesar do horário, faz muito calor. Como sempre estou acordado pensando nela. Um reflexo de luz que entra pela janela caprichosamente começa a desenhar algo na parede em minha frente. Acompanho atentamente o movimento oscilante e percebo que parece desenhar um violão. Não! Parece um corpo de mulher, e é, inclusive o rosto está se delineando. O desenho está pronto. Meu Deus! É ela! Não acredito! Com certeza é a silhueta dela. Por um instante penso que aquela sombra na parede é o reflexo real dela e procuro com os olhos por onde ela possa estar. A saudade aumenta e vagueio em mil possibilidades de poder encontrá-la e trazê-la até mim. Começo a senti-la do meu lado. Sinto seu cheiro, sua respiração e seu hálito. Tudo muito real. Levanto para verificar com minúcia a origem daquela projeção que vem da janela, mas meu corpo, que sem ela, são mais de cem quilos de um vazio imenso, me segura, dizendo: "Não seja tolo, estamos num quarto andar de um apartamento. Não se engane, não me engane. Seus pensamentos voam, mas ela não pode flutuar no ar como um beija-flor e de repente surgir pela janela". Então, inconformado com essa verdade, volto a deitar e, apesar do calor sinto um frio e um calafrio. Meu corpo sofre. Pensamos no jeito peculiar dela, na sua sensualidade e nos seus trejeitos e carinhos tão singulares. Eu e meu corpo, solidário um com o outro, tentam se consolar, mas no fundo entristecem, sabendo que ela não voltará. Então, desesperançosos, esfacelamos sem compreender a razão dela não estar aqui.
A madrugada, tão amiga minha, achando que está me fazendo bem, insiste em sombreá-la por todos os cantos da casa, intensificando o meu desejo de vê-la e tento sufocar esse amor para não estimular mais ainda o meu corpo também muito carente dela, mas esse amor é latente e palpita no escuro em cada célula minha.   Viro-me na cama por todos os lados, incapaz de sequer pensar no sono, começo a transpirar e chorar sem consegui me controlar. Ouço um barulho imenso. É uma explosão. Uma explosão interior que com espasmos constantes me balança por inteiro e me deixa mais agitado ainda. Levanto, lavo o rosto, bebo água e a madrugada, minha companhia de insônia, dessa vez parece querer me pirraçar, pois já notou a minha angústia, mas mesmo assim se recusa a amanhecer.       São cinco horas, estou incendiando de saudades, meus pensamentos vagueiam mais uma vez, dessa vez num quase delírio. A madrugada dessa vez percebeu o meu estado e mesmo não sendo hora de chamar o seu amante, o dia claro, dá-lhe um toque sutil e os dois, cochichando, se beijam, despedindo um do outro e marcando um encontro para depois. O dia claro toma o ar da graça e me expõe com um semblante carregado e triste, mas tentando me entreter com outras coisas, deixa o sol também se fazer presente, querendo me dizer, que é hora de levantar, de trabalhar e começar mais um dia. ...Não adianta! Mesmo no barulho da agitação da cidade, na agitação do meu local de trabalho, mesmo no  meu computador, só vejo o seu rosto, o seu jeito e sua maneira distinta, maravilhosa e exclusiva de ser mulher.             Eu a amo tanto, tanto...


xxxxxxxxxxxxxxx


Obrigado, meu amor!

Eu poderia falar tanta coisa de você, mas quem lhe conhece já sabe da maravilha de pessoa que você é. O que eu posso dizer é que depois que conheci você a minha vida passou a ser mais alegre, mais intensa e muito mais deliciosa. Você apareceu como um presente de Deus. Deixou-se ser olhada por dentro, e o melhor, me enxergou tão bem por dentro e permitiu eu ouvir e sentir o melhor de você e de eu mesmo.

Apaixonei pela sua sensibilidade, pelo seu real interesse de me fazer bem. Você me fez sentir amado, você leu meus mais secretos pensamentos. Ah, você, viu, você fez meu coração disparar, sem ao menos parecer que tinha um motivo aparente, pra depois eu perceber o porquê, era o coração agradecendo por ter apaixonado muito e de uma forma tão especial.

Obrigado, linda, você de forma sincera e transparente me admirou e me chamou de especial. Você me fez rir, você riu de mim, e juntos, rimos até do que não tinha a mínima graça. Você roubou-me de eu mesmo, eu a roubei de você, você me deu acesso, orientação. Obrigado mesmo por ter me dado seu mundo, por ter recebido o meu, por ter me deixado entrar em você.

Agradeço até por ter me feito chorar de saudade e de medo de te perder, o que acabou acontecendo, sem culpados, simplesmente porque a vida quis assim. Obrigado por ter falado comigo sobre seus sonhos, medos, segredos e anseios. Obrigado por me ter feito sentir a coisa mais gostosa, que foi ter podido me tornar um só em você. Você me deu prazer, você deixou eu lhe dar prazer.



Obrigado, meu amor por se entregar a mim de forma tão doce, única e intensa. Obrigado. Mesmo que a vida tenha nos separado, obrigado por ter me feito sentir o que mais um ser humano precisa: Amar e ser amado.

Nenhum comentário: