domingo, 8 de dezembro de 2013

Sabe o que é...

O nascer de um sol?

O pôr de um sol?

A rebentação das ondas numa praia?

Ouvir e ver um passarinho numa bela árvore?

Ser um pouco altruísta nesse mundo tão desigual?

Trocar um mundinho tão morno pela sensação de um apaixonar?

Respeitar a dor do coração de um semelhante?

Sabe o que é...

Parar com esse excesso de auto-proteção que te faz previsível demais?

Andar tranquilo fazendo o bem por aí sem se preocupar com reconhecimento e ter aquela certeza que Deus está com você?

Preocupar com coisas pequenas tendo você esse mundo interior tão bonito?

Conscientizar que o amor sempre tem razão, embora sintamos torturados quando ele vai embora?

Mandar a razão para o inferno e com o coração sempre vulnerável, mesmo ás vezes sofrendo, ter a certeza que só assim se chega aos céus?

Tentar entender que o a vida é fugaz e que o ano que passou você não fez nada que pudesse fazer você renascer para uma vida mais plena?



Começar um novo ano com uma verdadeira vontade de fazer algo diferente em prol de sua felicidade e saber que você é capaz?

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Salve os Loucos


De repente, um dia, fique apático, com o sono alterado e triste, completamente sem vontade e me sentindo no caos.

(Fui considerado invisível, porque simplesmente ninguém me viu)

De outra vez, fiquei super-excitado, eufórico em demasia e muito alegre.

(Fui considerado um extravagante, um louco, um monstro e um perigo social)

Para não desagradar os outros, entrei em conflito comigo mesmo e perdi o vínculo com toda a verdade, acabando por me tornar um fantoche. Por ter consciência dessa minha vulnerabilidade acabei por ter vontade de fumar uma maconha, cheirar uma cocaína ou qualquer outra droga que me livrasse dessa covardia

(Fui considerado um doente mental que precisava de um manicômio)

Para evitar ser prisioneiro de um hospital e de medicamentos que me dopavam mais do que a própria droga, me refugiei num mundo particular e fui obrigado a negar todas as realidades externas e não interessei por mais ninguém.

(Fui considerado um ser normal, porque dobrei á canga do conformismo)

Já fui excepcionalmente feliz um dia, mas essa minha profundidade em ser feliz agrediu a sociedade arbitrária e hipócrita que me reprimiu e me chamou de depressivo, psicótico, neurótico, paranoico, esquizofrênico e fora dos padrões do que se considerava normal.

Pudesse eu, novamente, ter uma recaída e nunca mais voltar ao que chamam por aí de ‘normal’ e ser de novo um feliz débil mental.


Salve os loucos!

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