segunda-feira, 22 de setembro de 2014


Gente enjoada, gente vazia, gente falsa, gente que faz conta demais, de mais, gente que leva tudo a ferro e fogo, gente que não é capaz de silenciar quando não pode falar bem de outra, gente ruim... .

Não é preciso queimar o mundo, mas vocês não acham que são minorias as pessoas que valem à pena?

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Você acorda de uma noite mal dormida, vai para o trabalho, senta numa mesa ao lado de pessoas que não queria ver de jeito nenhum, depois vai para um boteco tomar uma cerveja ou uma cachaça ou aquele comprimidinho que lhe derruba, para num estado de meia-embriaguez suportar a si mesmo.

De pressão você está cheio, né?

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Uma dor que doeria dois dias, dói vinte anos, porque ficamos expert em prolongar sofrimentos.

Somos melindrosos e masoquistas!

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Se o coração bombeasse só sangue ele não enfartaria, mas ele fica sobrecarregado tentando oxigenar as nossas amarguras também.

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Fazer de conta a gente faz em tantas coisas, mas no amor? Não dá, né?

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Não cair na armadilha de achar que sua solidão é rica e ficar enclausurado nela por ter encontrado pessoas que só lhe encheram com picuinhas, mas insistir e encontrar as que valem à pena. Acho que ainda tem algumas por aí.

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Se você é bom e tem afinidade com alguém que não é, algo está errado, não é?

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Ela não tinha nenhum perfil da mulher que desenhei para amar, pois o meu machismo queria algo insano, mas ela apareceu completamente desenvolta e alheia aos meus quereres tolos e tentava sobreviver inteira no relacionamento, mas se machucava um pouco no dia a dia. E quando eu perdia para os meus próprios preconceitos idiotas e enxergava por um novo prisma, ela ainda não havia percebido e se foi. Por um triz ela seria amada como queria e aquele amor seria eternizado. Por um triz.

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Se eu cheguei aos cinquenta acreditando ainda num grande amor, por que você não acreditaria, mocinha?

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Você deseja, mas não age, você é passiva e acomodou com a insipidez. Aceita a infelicidade por covardia.