terça-feira, 2 de dezembro de 2014

não era amor

um cupido traidor
com sua flecha envenenada
causando dor ao invés de amor

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Desespero

Eu, um fraco, oprimido opressor.
Eu, sem essência, um insignificante pecador.
Eu, pequeno, nojento, falsificador.
Eu, títere, querendo ser manipulador.
Eu, conflito. Eu, angústia.
Eu, cumprindo a premonição de minha própria covardia.
Eu, ganhando dor. Eu, perdedor...
Eu, entregue morto-vivo aos abutres da alma.


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